sábado, 14 de março de 2009

Filme na cidade vazia

Na semana do Natal e do Ano novo, muitos deixam a cidade de São Paulo para passar as férias no interior, no litoral, ou em qualquer outro lugar. Então, como seria aproveitar a cidade quando ela está (supostamente) vazia?
Fui conferir. Ainda era 2008, um dia depois do Natal, mais ou menos às três da tarde quando cheguei à estação de Perus. Fiquei uns dez ou vinte minutos esperando o trem, que estava mais vazio do que de costume. Até pude sentar – em São Paulo, viajar sentado num trem é uma conquista.
Quando eu cheguei à estação Barra Funda, ela estava tão movimentada quanto o normal. Pessoas entrando, pessoas saindo, aquela pressa típica dos paulistanos... Depois de encarar um “bolo humano” (muitas pessoas + pouco espaço), fui até o Metrô. Gente à esquerda, gente à direita, gente por tudo o lugar.
Eram mais ou menos quatro da tarde quando eu cheguei no Shopping. Ou seja, demorei aproximadamente uma hora. Mais uma vez está provado: a cidade não favorece quem mora nas regiões afastadas...
O Shopping estava mais cheio do que eu esperava. Precisei me desviar de mais bolos humanos para ir até o cinema. Me senti de volta ao ensino fundamental, época de inúmeros congestionamentos nos corredores.
À primeira vista, a fila desanimaria qualquer um. E não foi a melhor coisa do mundo esperar mais de dez minutos para comprar o ingresso, mas podia ser pior. Quatro e quinze, e um ingresso para a sessão das seis e dez. O que fazer até lá?
Fiquei uns minutos na banca de jornal lendo mangás. Ou melhor, filando pedaços de diversas histórias. Desci, e dei de cara com uma livraria. Entrei e vi uma TV, que exibia um filme da turma da Mônica. Estava sem som, mas aproveitei assim mesmo por causa das legendas. Depois, filei livros de todos os tipos: uma revista que tinha algumas páginas com piadas, um livro sobre as vitórias dos brasileiros na Fórmula 1, romances de aventura, enfim. Parecia um self-service, mas no lugar da comida, livros.
Dez para seis – o filme começaria em vinte minutos. Comi um lanche e fui (e comi rápido, algo que simplesmente ODEIO fazer).
Quase não tinha lugar na sala. Mesmo assim, vi o filme de um ângulo legal – tropeçando em algumas pessoas antes de sentar.
“Crepúsculo” conta a história de Isabela, uma jovem que vai para uma cidade pequena passar uns tempos com o pai. Lá, ela conhece Edward, membro da família Collin, marcada pelo seu jeito misterioso e recluso. Isabela acha que o rapaz não gosta dela, mas descobre que a rispidez dele é apenas uma fachada para esconder a atração que sente por ela – evidenciada quando ele a salva de um atropelamento parando o carro apenas com as mãos.
Pouco a pouco, eles vão se aproximando, apesar de Edward insistir que eles devessem ficar longe. Logo, ela descobre o motivo: ele é um vampiro. Ele e sua família aprenderam a controlar sua sede e se alimentam apenas de animais, mas sempre têm que lutar contra a tentação de provar humanos. Nas palavras de Edward, ele se apaixonar por Isabela é como o leão se apaixonar pela ovelha.
Mesmo avisada pelo próprio Edward do risco que corre, Isabela decide viver intensamente a paixão. Entretanto, mais vampiros aparecem na trama, e eles não se alimentam apenas de animais.
Se fosse para dar uma nota ao filme, seria sete ou oito. Mas alguns dariam dez. Pelo menos, as meninas que aplaudiram o beijo de Isabela e Edward.
Uma tarde que você curte consigo mesmo: assim foi a minha. Uma ocasião em que posso dizer sem dúvida: juntei trabalho e diversão.

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