domingo, 22 de março de 2009

Comensais da Morte invadem o Brasil

Há uma semana, o Metrô teve um dia bem agitado. Acordei bem cedo para participar de uma gincana organizada pelo Grupo PotterSampa, que surgiu em 2006. Segundo uma das integrantes, o grupo organiza eventos para proporcionar aos fãs de Harry Potter atividades relacionadas aos livros, com o objetivo de levar o mundo criado por Rowling até os fãs.


O Grupo Potter Sampa


A competição seria realizada na Estação Liberdade. Me perguntaram se eu tinha trazido o quilo de alimento – era o “ingresso” da gincana. Tinha me esquecido. Por sorte, me indicaram um mercadinho que ficava perto da estação e pude me arranjar com um pacote de trigo.
Voltei à Liberdade e os grupos começaram a se formar. Não foi difícil entrar num deles, o problema é que os outros integrantes estavam esperando mais três pessoas, e isso atrasou a competição em, no mínimo, quinze minutos. Somente uma delas chegou, depois da gincana começar. E naõ foi a coisa mais divertida do mundo ficar esperando...
A “história” do evento: os comensais da morte estavam aqui no Brasil. Missão dos grupos: decifrar as pistas para saber quem eram os comensais, o que vieram fazer, e o local da próxima pista. Todos os grupos passariam pelas mesmas estações, mas em ordens diferentes. Como apenas a ordem mudava, havia a possibilidade de grupos se encontrarem em alguma estação.

De trem em trem

Os “Staffs” (organizadores) estavam divididos em Staffs de grupos, que acompanhavam os competidores para ver se as regras estavam sendo respeitadas, e os de estações. Eram esses que tínhamos que encontrar, pois dariam a próxima dica.
Ao mesmo tempo (ou quase) os grupos receberam as primeiras pistas. Eram mais ou menos onze e meia e tínhamos até as duas da tarde para voltar até a Liberdade, com todas as pistas decifradas. O grupo vencedor seria aquele que acertasse mais pistas.
Deus disse: “Que se faça a...”. Era o que a primeira pista dizia sobre o próximo local: Estação da Luz. Após o grupo andar muito, fui eu – palmas, por favor – que encontrei a Staff da Luz. E recebemos mais pistas.
Nos trens, alguns do meu grupo conversavam, outros não paravam de tentar decifrar as pistas... Na maior parte do tempo, o clima era descontraído. Não era fácil correr pelas estações para achar os Staffs e pegar os próximos trens... mas era divertido, apesar do risco de xingamentos, de trombadas e de um trem nos atropelar.
Para todos os efeitos, eu era mais um competidor. No entanto, quando me viram usar a câmera, perceberam que era eu a tirar fotos de longe, antes da gincana começar. Um deles até brincou, me chamando de espião. Bem, antes espião, do que a pessoa que faria uma matéria...

Integrantes do grupo 4 (o meu)

Embates com o grupo 3

Lembram da possibilidade de grupos se encontrarem em alguma estação? Por duas vezes, encontramos com o grupo 3, e os acontecimentos renderam muito assunto.


Integrantes do Grupo 3 e Organizadores - dicussão sobre supostas irregularidades

Na Sé, o Kenzo, (apelido do Staff que acompanhava aquele grupo), teria dado uma ajuda para localizar a Staff daquela estação, o que era contra as regras. E no Brás, integrantes daquele grupo teriam empurrado as pessoas do meu para receber antes a pista.
O que eu vi acontecer: de fato o Kenzo fez um sinal para competidores do terceiro grupo. Poderia ser um simples aceno, ou até mesmo a outra possibilidade, eu não sei. E quanto aos empurrões, também não confirmo, nem desminto: cheguei depois, não sei se realmente aconteceram.

Uma feliz coincidência

Uma pista levava à Vila Madalena. Para chegarmos lá, teríamos que ir até Paraíso e tomar outro trem. O meu grupo resolveu fazer uma parada, queriam comprar refrigerante. Não gostei da idéia, mas eu era minoria.
Antes dos grupos saírem da Liberdade, os Staffs de estações se apresentaram, para que pudéssemos reconhece-los durante a competição. E não é que perto da máquina de refrigerantes, encontramos uma Staff? Resumindo: por acaso, descobrimos aonde devíamos ir depois da Vila Madalena.
Pouco antes das duas, os quatro grupos completaram o percurso. O vencedor foi...o Grupo 3. Comemorarem euforicamente e levaram a maior bronca de uma funcionária do metrô. Lamentei não ter conseguido uma foto.
Quanto à história da gincana... bem, destaquei uma parte bem interessante. É sobre Voldemort.

sábado, 14 de março de 2009

Filme na cidade vazia

Na semana do Natal e do Ano novo, muitos deixam a cidade de São Paulo para passar as férias no interior, no litoral, ou em qualquer outro lugar. Então, como seria aproveitar a cidade quando ela está (supostamente) vazia?
Fui conferir. Ainda era 2008, um dia depois do Natal, mais ou menos às três da tarde quando cheguei à estação de Perus. Fiquei uns dez ou vinte minutos esperando o trem, que estava mais vazio do que de costume. Até pude sentar – em São Paulo, viajar sentado num trem é uma conquista.
Quando eu cheguei à estação Barra Funda, ela estava tão movimentada quanto o normal. Pessoas entrando, pessoas saindo, aquela pressa típica dos paulistanos... Depois de encarar um “bolo humano” (muitas pessoas + pouco espaço), fui até o Metrô. Gente à esquerda, gente à direita, gente por tudo o lugar.
Eram mais ou menos quatro da tarde quando eu cheguei no Shopping. Ou seja, demorei aproximadamente uma hora. Mais uma vez está provado: a cidade não favorece quem mora nas regiões afastadas...
O Shopping estava mais cheio do que eu esperava. Precisei me desviar de mais bolos humanos para ir até o cinema. Me senti de volta ao ensino fundamental, época de inúmeros congestionamentos nos corredores.
À primeira vista, a fila desanimaria qualquer um. E não foi a melhor coisa do mundo esperar mais de dez minutos para comprar o ingresso, mas podia ser pior. Quatro e quinze, e um ingresso para a sessão das seis e dez. O que fazer até lá?
Fiquei uns minutos na banca de jornal lendo mangás. Ou melhor, filando pedaços de diversas histórias. Desci, e dei de cara com uma livraria. Entrei e vi uma TV, que exibia um filme da turma da Mônica. Estava sem som, mas aproveitei assim mesmo por causa das legendas. Depois, filei livros de todos os tipos: uma revista que tinha algumas páginas com piadas, um livro sobre as vitórias dos brasileiros na Fórmula 1, romances de aventura, enfim. Parecia um self-service, mas no lugar da comida, livros.
Dez para seis – o filme começaria em vinte minutos. Comi um lanche e fui (e comi rápido, algo que simplesmente ODEIO fazer).
Quase não tinha lugar na sala. Mesmo assim, vi o filme de um ângulo legal – tropeçando em algumas pessoas antes de sentar.
“Crepúsculo” conta a história de Isabela, uma jovem que vai para uma cidade pequena passar uns tempos com o pai. Lá, ela conhece Edward, membro da família Collin, marcada pelo seu jeito misterioso e recluso. Isabela acha que o rapaz não gosta dela, mas descobre que a rispidez dele é apenas uma fachada para esconder a atração que sente por ela – evidenciada quando ele a salva de um atropelamento parando o carro apenas com as mãos.
Pouco a pouco, eles vão se aproximando, apesar de Edward insistir que eles devessem ficar longe. Logo, ela descobre o motivo: ele é um vampiro. Ele e sua família aprenderam a controlar sua sede e se alimentam apenas de animais, mas sempre têm que lutar contra a tentação de provar humanos. Nas palavras de Edward, ele se apaixonar por Isabela é como o leão se apaixonar pela ovelha.
Mesmo avisada pelo próprio Edward do risco que corre, Isabela decide viver intensamente a paixão. Entretanto, mais vampiros aparecem na trama, e eles não se alimentam apenas de animais.
Se fosse para dar uma nota ao filme, seria sete ou oito. Mas alguns dariam dez. Pelo menos, as meninas que aplaudiram o beijo de Isabela e Edward.
Uma tarde que você curte consigo mesmo: assim foi a minha. Uma ocasião em que posso dizer sem dúvida: juntei trabalho e diversão.